Decidindo a Edificação

Decidindo  a Edificação
" Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor " 1 Coríntios 1:9
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Viver Diário de um cristão normal

Viver Diário de um cristão normal ?
Queridos santos gostaria de neste momento falar algo a respeito de um assunto bastante sério. O nosso viver diário, fora das grandes reuniões, dos cultos, missas, etc. Confesso que o que irei compartilhar ainda é algo que busco experimentar mais intensamente em minha própria vida, entretanto talvez por causa disto seja-me possível falar-vos. Sabendo isto: Que a Unção que está em nós é Verdadeira e nos ensina todas as coisas. Amém.
 Vejamos dois pequenos versos da bíblia, e que se encontram no livro dos atos dos apóstolos:
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”(At. 2:42);
Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.”(At. 2:47).
Quando os nossos primeiros irmãos começaram a se reunir houve entre eles várias questões referentes a prática da vida cristã. O que seria o mais adequado para eles? Como poderiam se relacionar com as demais pessoas, familiares, amigos, colegas de trabalhos, etc. Como levar adiante um testemunho adequado com a sua realidade espiritual a que foram introduzidos? A resposta nestes textos é subjacente, ou seja, não é indicada diretamente, mesmo porque a pergunta não é introduzida nestes versos, mas mais adiante vemos os primeiros gentios serem introduzidos na fé, e na pessoa do irmão Cornélio ser feita a pergunta sobre o que deveriam fazer, como deveriam proceder, pois nem mesmo sabiam o que ouviriam da parte do apóstolo Pedro. Então podemos retornar ao capitulo dois do livro de atos e vermos que algumas coisas eram realizadas por estes novos crentes, entre elas: Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos; Eles perseveravam unânimes na comum união dos santos, a comunhão do Filho de Deus Jesus Cristo (1Co 1:9); 
E eles perseveravam no partir do pão e nas orações.
Qual foi o resultado disto na igreja em Jerusalém e em outras localidades? No verso 47 do mesmo capitulo vemos que como resposta deste viver eles tiveram o acréscimo de muitos outros irmãos que foram sendo acrescentados por Deus na igreja, e que diante de todo o povo a igreja foi vista como algo excelente e maravilhoso.  Agora retornamos aos nossos dias atuais e perguntamos aos irmãos: No atual momento da igreja nós podemos afirmar categoricamente que ela está louvando a Deus? Que ela tem caído na graça de todo o povo? E que dia após dia o Senhor tem acrescentado à igreja aqueles que haverão de se salvar? Para sermos sinceros irmãos e irmãs esta não vem sendo a realidade experimentada na igreja hoje em dia, a não ser pelo último item, pois Deus mesmo quando não somo fiéis, Ele mesmo permanece Fiel, pois não pode negar-se a Si mesmo. Ele continua derramando sua graça salvadora, e levando homens e mulheres a uma experiência pessoal com a Obra da Cruz. Mas e depois? Como estes devem prosseguir? Devem eles serem introduzidos num viver religioso de serviço cristão? E quanto a nós os que já cremos, como devemos levar nossas vidas então? Será que as nossas idas ao "templo" que chamamos igreja é o suficiente, que os nossos "dízimos" e ofertas são tudo o que Deus espera de nós? O apóstolo Paulo nos diz que se vivermos pondo nossa esperança neste mundo seremos os mais miseráveis de todos os seres humanos, que dura palavra!
      Irmãos e irmãs, muitas opiniões podem ser levantadas, vários “métodos” bíblicos podem ser propostos, mas possa Deus nos abrir os olhos e fazer-nos retornar ao princípio da vida da igreja, onde apenas uma coisa era suficiente para os crentes: A pessoa bendita de Jesus de Nazaré. Nesta pessoa os santos podiam, e podem viver de forma normal, adequada ao propósito de Deus em sua economia eterna. Nele, em Cristo, é que torna-se possível um viver diário onde a prática cristã não esteja relacionada com um viver religioso, mas antes seja a expressão viva da comunhão que cada um crente tem em sua relação pessoal com o Salvador. E que trazida para o seu dia a dia é vista, observada, e desejada pelos demais seres humanos. O que é necessário para nós não são ordenanças, reavivamentos ou experiências sobrenaturais, mas antes um viver de perseverança na paciência e na Fé em Jesus Cristo. Sem este contato diário com Deus tudo o mais é aparência exterior, sem realidade interior, e Jesus foi muito claro que isto não é o que lhe agrada. Saibam que ele julgará realmente todas as coisas, e em primeiro lugar a sua casa. Portanto sabendo disto voltemo-nos a verdadeira comunhão a qual nos fomos introduzidos pelo próprio Deus, que é a comunhão com seu Filho Jesus, e depois entre nós como igreja. Aonde? Em todo o lugar e a todo o momento, não podemos mais esperar chegar o domingo para termos comunhão e ouvirmos a palavra de Deus, nem darmos ouvidos as nossas aparentes necessidades, que nos levam a um relacionamento inadequado com O Senhor pois nos fazem procurar não o Seu Reino nem a Sua Justiça, mas o nosso sucesso financeiro, emocional, profissional, etc. O mundo e tudo o que ele contêm será defeito, e reservado desde muito tempo está para o juízo vindouro. Então vivamos Nele (O Cristo), Por Ele e Para Ele. E que as nossas reuniões se tornem o resultado deste viver Nele, que sejam um desfrute, um ajuntamento para apresentarmos a Ele nossos frutos de justiça, para nos lembrarmos de Sua breve vinda para nós, e aonde o principal seja a satisfação Daquele que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz. Aleluia!      

Autor: Ricardo Porfírio



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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Um Tesouro Encontrado

A vereda do justo é como a luz da aurora

"Aprouve ao Senhor ensinar-me uma verdade, que tem beneficiado a minha vida por mais de catorze anos. É o seguinte: percebi, muito mais claramente do que antes, que o assunto mais importante e mais urgente com que tenho de me ocupar a cada dia é conservar a minha alma muito feliz no Senhor."

A primeira coisa com que devo me preocupar não é tanto o quanto eu posso servir ao Senhor, mas o quanto eu posso colocar a minha alma num estado de felicidade no Senhor e alimentar o meu homem interior.

Eu poderia procurar servir ao Senhor pregando a verdade aos incrédulos; poderia procurar beneficiar os crentes; poderia cuidar de aliviar os oprimidos.
Poderia ainda procurar proceder de tal maneira a me comportar como um filho de Deus neste mundo, e contudo, por não estar feliz no Senhor e não ser alimentado e nutrido no meu homem interior dia a dia, tudo isto poderia não ser praticado corretamente, ou no espírito certo.

Até então a minha prática tinha sido, por pelo menos dez anos antes disso, de habitualmente me entregar à oração logo depois de me vestir de manhã cedo.
Agora eu vejo que a coisa mais importante que eu deveria fazer era me entregar à leitura da Palavra de Deus, e nela meditar, de tal maneira que o meu coração pudesse ser confortado, encorajado, aquecido, reprovado, instruído.
Percebi que assim, através da Palavra de Deus, enquanto meditava nela, o meu coração poderia ser levado a uma experiência de comunhão com o Senhor.

Comecei, a partir de então, a meditar no texto do Novo Testamento desde o começo, cedo de manhã.
A primeira coisa que eu fiz, depois de pedir em poucas palavras a bênção do Senhor sobre a Sua preciosa Palavra, foi começar a meditar na Palavra de Deus, pesquisando em cada versículo para obter dele uma bênção, não para exercitar o ministério público da Palavra, não para pregar sobre aquilo que eu estava meditando, mas para obter alimento para a minha própria alma.

Descobri que, como resultado disso, invariavelmente logo depois de alguns minutos a minha alma era levada à confissão, ou à ação de graças, ou à intercessão, ou à súplica; de tal modo que, embora eu não tivesse inicialmente me dedicado à oração e sim à meditação, contudo eu era levado quase imediatamente de um jeito ou de outro à oração.

Então, quando eu terminava com a minha súplica, ou intercessão, ou ação de graças ou confissão, eu continuava para os outros versículos, e novamente mergulhava na oração por mim mesmo ou pelos outros, de acordo com o que me guiava a Palavra, mas ainda mantendo diante de mim aquele objetivo da minha meditação, o de obter alimento para a minha alma.

A diferença, então, entre a minha prática anterior e esta atual é isto: antes, quando eu me levantava, eu começava a orar o mais cedo possível, e geralmente gastava quase todo o meu tempo até o café da manhã em oração, ou até todo o tempo.
Em todas as ocasiões eu quase invariavelmente começava com oração, a não ser quando eu sentia a minha alma desnutrida, estéril, casos em que eu lia a Palavra de Deus para alimento, ou para refrigério, ou para renovação ou reavivamento do meu homem interior, antes de me entregar à oração propriamente dita.

Mas qual era o resultado disto? Geralmente eu ficava de joelhos quinze minutos, ou meia hora, ou até uma hora, antes de alcançar a consciência de estar recebendo conforto, encorajamento, humildade de espírito, etc., e muitas vezes, depois de ter sofrido com a divagação da minha mente pelos primeiros dez minutos, ou quinze, ou até mesmo meia hora, e então somente aí é que eu começava realmente a orar.

Raramente me acontece isto agora. Com o meu coração alimentado pela verdade, experimentando uma comunhão real com Deus, eu falo com o meu Pai e com meu Amigo
(por mais vil que eu seja e indigno disto) acerca das coisas que Ele me trouxe na Sua preciosa Palavra. Muitas vezes eu me admiro agora de que não tenha percebido isto antes".



Autor: George Müller
Extraído do Jornal Arauto da Sua Vinda - Ano 15 Número 1


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